27 de ago. de 2009

Entrevista sobre papel da internet nas eleições com a Profª Vera Chaia (PUC/SP)

A internet não vai mudar a política"
Segundo especialista, baixo acesso e descrença nos políticos diminuem força da web na campanha eleitoral brasileira

Por Ana Carolina Saito


Fotos: julia moraes/ag. istoé; Ricardo Stuckert/PR
BARREIRA CULTURAL Para Vera Chaia, a mobilização no Irã e o apoio a Obama pela rede dificilmente se repetiriam no Brasil

Além dos tradicionais palanques, os candidatos que participarão das eleições no próximo ano se preparam para o embate no mundo virtual. A coordenadora e pesquisadora do Núcleo de Estudos em Arte, Mídia e Política (Neamp) da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUCSP), professora Vera Chaia, alerta que a corrida já começou fora e dentro da internet, que será usada de forma intensiva por marqueteiros políticos e militantes.

Por outro lado, a cientista política pondera que há valorização exagerada da internet por parte do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ao limitar a campanha eleitoral online. Ela lembra que o acesso à rede mundial de computadores no Brasil, assim como a participação política dos cidadãos, é ainda restrito se comparado a outros países. "A internet não vai mudar a política brasileira", diz a professora, que, nas eleições de 2006, se dedicou à análise das comunidades políticas na rede social Orkut.

Em seu pós-doutorado, pela Universidad Rey Juan Carlos, ela acompanhou, na Espanha, o uso da internet na disputa presidencial de março de 2008 na qual foi reeleito José Luiz Zapatero. A experiência resultou no projeto de pesquisa "Uso das novas tecnologias na ação política no Brasil e na Espanha". Nesta entrevista à ISTOÉ, ela analisa as estratégias políticas na web.

ISTOÉ - A ação política está se intensificando na internet?
Vera Chaia - De 2006, época das eleições no Brasil, para 2008 na Espanha, ocorreu um avanço muito grande. Lá, além dos candidatos terem se apropriado, e muito melhor, da internet, construindo formas de interação efetivas entre eles e seus possíveis eleitores, tivemos a ação das televisões espanholas, que abriram espaço para os cidadãos se manifestarem. A TVE, a televisão pública espanhola, colocava no ar perguntas de eleitores feitas para os candidatos, via You- Tube, no dia do debate. No caso dos candidatos, tivemos formas de atuação muito diferentes. Um deles, por exemplo, construiu um avatar no Second Life.

ISTOÉ - A campanha presidencial de Barack Obama pode ser considerada um marco nessa evolução?
Vera - A estratégia foi diferente das adotadas nas eleições espanhola e brasileira. O Obama investiu muito na internet porque havia grandes vantagens. Primeiro, é muito barato e tem um alcance muito maior se os cidadãos estiverem habituados a navegar em sites políticos. Porém, o aspecto mais inovador da campanha de Obama é que praticamente toda a arrecadação foi feita via internet. Mesmo depois das eleições, havia venda de camisetas, souvenirs e ainda um link para fazer doações.

ISTOÉ - Esse modelo pode se reproduzir no Brasil em 2010?
Vera - O hábito do americano é muito diferente do do brasileiro. O uso da internet e a participação política dependem muito da cultura de cada país. O Brasil é um país com cerca de 45 milhões de pessoas que acessam a internet, mas não os sites políticos. Os sites de entretenimento e e-mail são mais visitados. No caso do Obama, os simpatizantes fizeram vídeos manifestando apoio ao candidato, eram pessoas anônimas que decidiram se manifestar.

Fotos: julia moraes/ag. istoé; Ricardo Stuckert/PR

"O blog do Lula pode levantar algumas questões que devem ser pensadas com o objetivo de produzir efeito positivo para o governo"


ISTOÉ - E como deve se comportar o internauta brasileiro?
Vera - No Brasil é diferente. Estamos acompanhando escândalos que fazem com que a população tenha uma desconfiança muito grande da política e dos políticos. O que vai acontecer é o uso e abuso da internet pelos marqueteiros, assessores de campanha, militantes. Os blogs e comunidades online já começaram a campanha, mas isso limitado ao universo dos partidos, candidatos e simpatizantes. Em 2006, fiz uma análise de uma comunidade do Orkut, a "Casa da Mãe Joana", que pregava o voto nulo ou a abstenção. Havia uma polêmica: uns defendiam a abstenção, ou seja, negavam a participação política; outros, o voto nulo, que seria uma forma de se manifestar, mas ainda participar do processo. A participação se dará nesses dois níveis: ou simpatizantes e pessoas ligadas aos partidos ou manifestações contra qualquer tipo de envolvimento.

ISTOÉ - No Irã, a internet foi usada para driblar a censura e mobilizar a população. É possível pensar em um movimento parecido no Brasil?
Vera - O mais relevante foi que todas as críticas foram divulgadas pela internet e as grandes manifestações que ocorreram no Irã foram registradas principalmente pelo celular. É muito diferente no Brasil. Se você convocar qualquer manifestação via internet, não terá resultado como no Irã, já que lá existe uma oposição ao regime dos aiatolás que faz com que haja uma articulação. Existe um cerco em relação à internet no Irã, que inviabiliza o acesso a informações diretamente do país. Na China, houve um protesto nos 20 anos do massacre da Praça da Paz Celestial e essa manifestação só pôde ser acompanhada pela internet.

ISTOÉ - O movimento "Fora Sarney" no Twitter já conta com sete mil seguidores. Recentemente, o jornal britânico "The Guardian" publicou um artigo sobre a campanha online "Greve do Bigode". Como avalia esses protestos?
Vera - A entrada da internet é extremamente positiva, pressiona mais pela resolução de um problema. É extremamente benéfico. Mas essa manifestação não vem para o mundo real. Não consegue mobilizar. As "Diretas Já" e o "Fora Collor" foram manifestações feitas sem internet. Hoje, existe uma facilidade de convocação pela internet, mas ela não ocorre e não será atendida devido à nossa cultura. É muito cômodo se manifestar pela internet, é mais asséptico, já que você não suja as mãos, não corre, como aconteceu anos atrás. Além disso, tem o lado do descrédito da vida política brasileira, de um certo ceticismo em relação à política, à possibilidade de mudanças na nossa sociedade

A expansão do uso da internet pode mudar a ação política?
Vera - Há duas posições entre os pesquisadores da internet. Uns são os ciberotimistas, que acham que a internet vai propiciar uma participação política efetiva, que os cidadãos vão poder se manifestar, e vai compensar a falta de participação numa democracia representativa. Outros são os cibercéticos, que não acreditam que vai ocorrer mudança efetiva porque o controle das informações está nas mãos de um grupo. O acesso é limitado e a participação é de poucos, daqueles que já participam efetivamente na vida real.

ISTOÉ - E qual é a sua posição?
Vera - Fico entre os dois extremos. Penso que essas manifestações coletivas são muito boas, são uma forma de pressão. Mas, achar que a internet vai mudar a vida política brasileira, isso não. Pode mudar a sua vida pessoal, você pode arranjar casamento, ampliar o seu círculo de amigos, baixar músicas e filmes. Agora, a política não vai mudar. Ela é transplantada para a realidade virtual. As manifestações vão ocorrer entre os próprios participantes dos partidos. A política brasileira não mudou e não vai mudar com a entrada da internet nas campanhas.

ISTOÉ - A Câmara dos Deputados aprovou uma reforma eleitoral que cria regras para as campanhas políticas na internet e impõe limites para a cobertura online. Qual é a sua avaliação?
Vera - Nos Estados Unidos e na Espanha, os sites são livres, são mais liberados para a manifestação. Na minha opinião, deve haver o controle de rádio e televisão, que são concessões públicas. Já fizemos análise das eleições 2000, 2002, 2004 pelos telejornais e rádio. A única possibilidade de os canais fugirem um pouco da legislação eleitoral é nos debates. Aí não tem como controlar o que os candidatos vão falar e o que os jornalistas vão perguntar. Já toda a cobertura é muito controlada. O que não pode acontecer na internet.

ISTOÉ - Por quê?
Vera - Acho que esse controle é censura mesmo. É um grupo determinado que participa da internet, não é uma população inteira. Essa população vai continuar tendo acesso pela televisão no horário gratuito de propaganda política. Será ainda o principal meio de divulgação. Quais são os lares que possuem computadores? Mesmo nas lan houses, o que os jovens vão fazer? Vão procurar sites de política? Não vão. Vão jogar, se comunicar com outros amigos. Existe uma valorização exagerada da internet na campanha eleitoral por parte do Tribunal Superior Eleitoral. Quem vai se aproveitar mais da internet são os marqueteiros, os partidos políticos.

ISTOÉ - Mas a falta de controle também não é um risco para os candidatos?
Vera - Não adianta o TSE querer controlar a internet. Eles precisariam de um número imenso de funcionários para poder controlar sites, comunidades, blogs. O controle sempre existiu, mas entre os partidos mesmo. Se alguma coisa saiu em um site, o outro partido reage e negocia a retirada daquela informação.
Vera - Em 2006, quando o site do PT colocou aquela informação de que a dona Maria Lúcia Alckmin possuía mais de 400 vestidos, houve uma negociação com o PSDB, que exigiu que eles tirassem do ar. O PT viu que havia exagerado. A informação era correta, mas a vida pessoal não deveria aparecer no site. Esse conflito vai continuar existindo. São táticas e estratégias diferentes usadas pelos partidos nos sites e nessa disputa online.

ISTOÉ - O Palácio do Planalto anunciou a criação do blog e da página no Twitter do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Vê algum risco nessa iniciativa?
Vera - Na internet sempre existe um risco, de se ouvir o que não quer. É claro que o governante atual está sempre atento a novos mecanismos de participação e um deles é o blog. Mas o internauta pode, por exemplo, fazer críticas ao governo, à postura do Lula e determinadas posições políticas. Se você não sabe o que as outras pessoas pensam, é mais fácil governar. Acho que esse é um risco, mas também é inevitável. Não dá para você deixar de ter uma comunicação direta com o cidadão nos dias de hoje.

"As 'Diretas Já' e o 'Fora Collor' foram manifestações sem internet. Hoje, existe uma facilidade de convocação, mas ela não ocorre devido à nossa cultura"

ISTOÉ - Mas pode haver também uma manipulação das informações?
Vera - Algumas questões levantadas pelo internauta podem ser levadas em conta, mas deve existir uma triagem das informações, das dúvidas, das críticas. Também pode acontecer uma transformação da internet em um espaço de debate, mas um debate sempre direcionado. É possível que sejam colocadas questões que interessam somente ao governo. O blog do Lula pode levantar algumas questões que devem ser pensadas com o objetivo de produzir efeito positivo para o governo.

ISTOÉ - A internet pode dar mais transparência ao debate político em 2010?
Vera - As comunidades têm uma força política por trazer à tona determinadas discussões que não se fazem, muitas vezes, presentes de forma mais clara na vida real. Em 2006, acompanhei algumas comunidades e uma delas tentava justificar a derrota de Geraldo Alckmin. Havia claramente brigas políticas entre dois grupos presentes na comunidade. Um ligado ao José Serra e outro ao Alckmin. E os "alckmistas", como eles se denominavam, criticavam o PSDB e o Serra por não terem dado o apoio devido em 2006 à candidatura de Alckmin. E foi efetivamente o que aconteceu. Nesse sentido, você vê o conflito se manifestando na internet. No mundo real, você ouve, mas não acompanha. A vantagem da internet é que muitas coisas são clarificadas.


Fonte: Isto é

26 de ago. de 2009

Saudades do Stanislaw


Estas são meus destaques da semana (SSB).
1) Entrevista com Rafael Cavalcanti Barreto analisando a nova legislação eleitoral sobre internet para o "Potal do IBASE":
http://www.ibase.br/modules.php?name=Conteudo&pid=2732

2) Artigos do Prof. Emerson Urizzi Cervi que, com o talento e a competência de sempre (o que não significa dizer que concordemos com tudo o que ele fala) analisa a mesma legislação e publicada no blog do GAC: Parte 1: http://gac-nusp-conjuntura.blogspot.com/2009/07/projeto-de-lei-da-reforma-eleitoral-vai.html; Parte 2: http://gac-nusp-conjuntura.blogspot.com/2009/07/projeto-de-lei-da-reforma-eleitoral-vai_13.html

3) Notícia interessante da Senado sobre a mobilização dos aposentados via internet: Aposentados se mobilizam pela internet em favor de projetos, diz PaimFonte: Agência Senado

4) O famoso video do Rolling Stones que está disponível na internet: Documentário proibido dos Rolling Stones cai na internetFonte: Abril

5) Site Força Verde, com videos sobre os povos indígens: http://www.peleverde.com.br/#/pt/episodio/1

6) Lista de premiados do Nuevo Periodismo. Excelentes blogs: http://www.fnpi.org/premio/nominados-octava-convocatoria/nominados-internet-octava-convocatoria/

7) Entrevista com o governador de São Paulo, José Serra, publicada no "Estadão" sobre seus hábitos internéticos e seu uso do twitter: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090824/not_imp423633,0.php

8) Notícia sobre projeto de X-Gov que está sendo desenvolvido pela Escola Politácnica da USP: http://idgnow.uol.com.br/internet/2009/08/24/projeto-x-gov-quer-diversificar-midias-para-atender-cidadaos/

9) Agora são os ingleses que ameaçam aprovar uma lei punindo quem compartilha arquivos pela Web:
Grã-Bretanha quer aprovar lei que corta acesso à web de quem ...

10) Excelente entrevista da professora Vera Chaia, da PUC-SP, sobre o uso da internet nas eleições brasileiras, publicada na revista Isto é (clique aqui).

Número Especial da American Politics sobre Redes Sociais





Social Networks and American PoliticsContents: September 2009, Volume 37, No. 5 [Index by Author]

Michael T. Heaney and Scott D. McClurg
Social Networks and American Politics: Introduction to the Special Issue American Politics Research 2009 37: 727-741. [Abstract] [PDF] [References] [Request Permission]

Jennifer Nicoll Victor and Nils Ringe
The Social Utility of Informal Institutions: Caucuses as Networks in the 110th U.S. House of Representatives American Politics Research 2009 37: 742-766. [Abstract] [PDF] [References] [Request Permission]
Matt Grossmann and Casey B. K. Dominguez

Party Coalitions and Interest Group Networks American Politics Research 2009 37: 767-800. [Abstract] [PDF] [References] [Request Permission]
Manoj K. Shrestha and Richard C. Feiock

Governing U.S. Metropolitan Areas: Self-Organizing and Multiplex Service Networks American Politics Research 2009 37: 801-823. [Abstract] [PDF] [References] [Request Permission]

Jan E. Leighley and Tetsuya Matsubayashi
The Implications of Class, Race, and Ethnicity for Political Networks American Politics Research 2009 37: 824-855. [Abstract] [PDF] [References] [Request Permission]

Casey A. Klofstad
Civic Talk and Civic Participation: The Moderating Effect of Individual Predispositions American Politics Research 2009 37: 856-878. [Abstract] [PDF] [References] [Request Permission]

Seung-Jin Jang
Are Diverse Political Networks Always Bad for Participatory Democracy?: Indifference, Alienation, and Political Disagreements American Politics Research 2009 37: 879-898. [Abstract] [PDF] [References] [Request Permission]

Mathew D. McCubbins, Ramamohan Paturi, and Nicholas Weller
Connected Coordination: Network Structure and Group Coordination American Politics Research 2009 37: 899-920. [Abstract] [PDF] [References] [Request Permission]

Robert Huckfeldt
Interdependence, Density Dependence, and Networks in Politics American Politics Research 2009 37: 921-950. [Abstract] [PDF] [References] [Request Permission]

20 de ago. de 2009

O fim da televisão?





Pelo menos esse é o título de um provocativo dossiê publicado pelos Anais da Academia Americana de Ciência Política e Ciências Sociais. Eu torço para que eles estejam certos. Os mais otimistas prognosticam até o fim da profissão de jornalista. A ver. Assim que ler os textos, vou aqui discutindo as idéias mais interessantes. (SSB)

The ANNALS of the American Academy of Political and Social Science --

Table of Contents Alert
A new issue of The ANNALS of the American Academy of Political and Social Science has been made available: The End of Television? (So Far): 1 September 2009; Vol. 625, No. 1
URL: http://ann.sagepub.com/content/vol625/issue1/?etoc The End of Television?
Elihu Katz The ANNALS of the American Academy of Political and Social Science 2009;625 6-18 http://ann.sagepub.com/cgi/reprint/625/1/6?etoc

Sharing and Showing: Television as Monstration Daniel Dayan The ANNALS of the American Academy of Political and Social Science 2009;625 19-31 http://ann.sagepub.com/cgi/content/abstract/625/1/19?etoc

We Liked to Watch: Television as Progenitor of the Surveillance Society Joshua Meyrowitz The ANNALS of the American Academy of Political and Social Science 2009;625 32-48 http://ann.sagepub.com/cgi/content/abstract/625/1/32?etoc

What Is U.S. Television Now? Amanda D. Lotz The ANNALS of the American Academy of Political and Social Science 2009;625 49-59 http://ann.sagepub.com/cgi/content/abstract/625/1/49?etoc

Contextualizing the Broadcast Era: Nation, Commerce, and Constraint William Uricchio The ANNALS of the American Academy of Political and Social Science 2009;625 60-73 http://ann.sagepub.com/cgi/content/abstract/625/1/60?etoc

Of Time and Television John P. Robinson and Steven Martin The ANNALS of the American Academy of Political and Social Science 2009;625 74-86 http://ann.sagepub.com/cgi/content/abstract/625/1/74?etoc

The Face of Television Paul Frosh The ANNALS of the American Academy of Political and Social Science 2009;625 87-102 http://ann.sagepub.com/cgi/content/abstract/625/1/87?etoc

The Performance on Television of Sincerely Felt Emotion John Ellis The ANNALS of the American Academy of Political and Social Science 2009;625 103-115 http://ann.sagepub.com/cgi/content/abstract/625/1/103?etoc

Cultural and Moral Authority: The Presumption of Television David E. Morrison The ANNALS of the American Academy of Political and Social Science 2009;625 116-127 http://ann.sagepub.com/cgi/content/abstract/625/1/116?etoc

Television, Public Participation, and Public Service: From Value Consensus to the Politics of Identity Peter Lunt The ANNALS of the American Academy of Political and Social Science 2009;625 128-138 http://ann.sagepub.com/cgi/content/abstract/625/1/128?etoc

Gender and Family in Television's Golden Age and Beyond Andrea Press The ANNALS of the American Academy of Political and Social Science 2009;625 139-150 http://ann.sagepub.com/cgi/content/abstract/625/1/139?etoc

Half a Century of Television in the Lives of Our Children Sonia Livingstone The ANNALS of the American Academy of Political and Social Science 2009;625 151-163 http://ann.sagepub.com/cgi/content/abstract/625/1/151?etoc

Political Communication --Old and New Media Relationships Michael Gurevitch, Stephen Coleman, and Jay G. Blumler The ANNALS of the American Academy of Political and Social Science 2009;625 164-181 http://ann.sagepub.com/cgi/content/abstract/625/1/164?etoc

Television News and the Nation: The End? Menahem Blondheim and Tamar Liebes The ANNALS of the American Academy of Political and Social Science 2009;625 182-195 http://ann.sagepub.com/cgi/content/abstract/625/1/182?etoc

End of Television and Foreign Policy Monroe E. Price The ANNALS of the American Academy of Political and Social Science 2009;625 196-204 http://ann.sagepub.com/cgi/content/abstract/625/1/196?etoc

Television and the Transformation of Sport Garry Whannel The ANNALS of the American Academy of Political and Social Science 2009;625 205-218 http://ann.sagepub.com/cgi/content/abstract/625/1/205?etoc

The Dialectic of Time and Television Paddy Scannell The ANNALS of the American Academy of Political and Social Science 2009;625 219-235 http://ann.sagepub.com/cgi/content/abstract/625/1/219?etoc

17 de ago. de 2009

Os políticos que aqui gorjeiam



Lista dos políticos no Twitter
por Filipe Serrano Author->prefered_name() -->, Seção: Internet, Rede social, Política às 16:17:53 .
Vocês devem ter visto a reportagem no caderno desta semana sobre os políticos que já estão no Twitter. No jornal couberam apenas 13 nomes, mas lista que fizemos é muito mais extensa. Não são só senadores e deputados que têm Twitter, mas também prefeitos, vereadores, ministérios, partidos e até o Ministério Público Federal.
A lista abaixo é baseada nos nomes registrados no site Politweets e em uma árdua pesquisa do Link no próprio Twitter e em notícias na web que falam sobre perfis de políticos e órgãos públicos no site. A gente descartou os perfis que não continham textos relevantes que comprovassem a autoria ou aqueles que estavam abandonados, com poucas atualizações.
UPDATE: Também selecionamos os perfis indicados pelo usuário @twittespol
UPDATE 2: A lista continua crescendo. O Leandro, de Curitiba, acaba de sugerir mais de 20 nomes.
UPDATE 3: Mais 35 nomes adicionados, a partir de sugestões de leitores e pesquisas. Usei o Tweepz, um buscador muito bom para achar usuários do Twitter. Vale a dica. São mais 8 deputados federais, 8 deputados estaduais, 6 vereadores, 5 na categoria 'OUTROS', 3 prefeituras, 3 partidos, 3 do Ministério Público e 1 fake. Também inauguro a categoria 'CURIOSOS', que tem, por exemplo, um assessor de um vereador de São Sebastião (SP) que fica narrando a rotina na Câmara Municipal de um jeito bastante engraçado.
UPDATE 4: Outros 21 políticos na lista, enviados pelo @leocardozzo. Obrigado. Continuem colaborando.
UPDATE 5 - 6/8/09: Mais 21 nomes sugeridos por leitores do Link por e-mail e pelos comentários. São: 1 senador, 1 deputado federal, 3 deputados estaduais, 2 prefeitos, 1 prefeitura, 6 vereadores, 3 perfis de partidos, 2 fakes e 2 na categoria "Outros". Os novos nomes estão em itálico. Apesar do termo fake (falso), alguns dos usuários responsáveis pelos perfis declaram abertamente que a página não é atualizada pelo político, mas foi criada em homenagem a ele/ela. Como não são oficiais, preferimos mantê-los nessa categoria. Uma novidade nessa atualização é o perfil do senador Cristovam Buarque. Ele deixou de ser atualizado por um eleitor-fã, que tinha a permissão do senador, e passou para o próprio político em um novo perfil @Sen_Cristovam.
Para contribuir com outros nomes ou indicar reparos envie e-mail para filipeserrano @ estadao.com.br. Quem se habilitar, pode fazer um mashup também, que a gente publica.
Última atualização: 06/08/2009 às 15:20
LEGISLATIVOSENADORES (17)- Aloizio Mercadante (PT-SP) - @mercadante- Alvaro Dias (PSDB-PR) - @alvarofdias- Cesar Borges (PR-BA) - @SenCesarBorges- Cristovam Buarque (PDT-DF) - @Sen_Cristovam- Delcidio Amaral (PT-MS) - @Delcidio- Demóstenes Torres (DEM-GO) - @demostenes25- Flexa Ribeiro (PSDB-PA) - @flexaribeiro- Inácio Arruda (PCdoB-CE) - @inacioarruda- João Pedro (PT-AM) - @joaopedrosenado- José Agripino (DEM-RN) - @joseagripino- Marconi Perillo (PSDB-GO) - @marconiperillo- Marisa Serrano (PSDB-MS) - @Marisa_Serrano- Paulo Paim (PT-RS) - @paulopaim- Raimundo Colombo (DEM-SC) - @RaimundoColombo- Serys Slhessarenko (PT-MT) - @Serys- Tasso Jereissati (PSDB-CE) - @TassoJer- Valter Pereira (PMDB-MS) - @valter_pereira
DEPUTADOS FEDERAIS (49)- Antonio Carlos Biffi (PT-MS) - @DeputadoBiffi- Antonio Roberto (PV-MG) - @antonioroberto- Arnaldo Madeira (PSDB-SP) - @aamadeira- Beto Albuquerque (PSB-RS) - @BetoAlbuquerque- Dr. Rosinha (PT-PR) - @drrosinha- Edson Aparecido (PSDB-SP) - @edsonaparecido- Eduardo da Fonte (PP-PE) - @eduardodafonte- Efraim Filho (DEM-PB) - @efraimfilho- Fabio Faria (PMN-RN) - @fabiofaria33- Fátima Bezerra (PT-RN) - @Fatima_Bezerra- Felipe Maia (DEM-RN) - @depfelipemaia- Fernando Gabeira (PV-RJ) - @gabeiracombr- Flavio Dino (PCdoB-MA) - @FlavioDino- Geraldo Magela (PT-DF) - @magelapt- Geraldo Resende (PMDB-MS) - @geraldomania- Homero Pereira (PR-MT) - @dphomeropereira- Indio da Costa (DEM-RJ) - @indiodacosta- Jilmar Tatto (PT-SP) - @jilmartatto- João Paulo Cunha (PT-SP) - @depjoaopaulo- Luciana Genro (PSOL-RS) - @lucianagenro- Luiz Paulo Vellozo (PSDB-ES) - @lpvellozo- Manuela d’Ávila (PCdoB-RS) @deputadamanuela- Mário Heringer (PDT-MG) - @Dep_Mario- Manoel Júnior (PSB-PB) - @depmanoeljunior- Miguel Corrêa (PT-MG) - @miguelcorrea13- Milton Monti (PR-SP) - @miltonmonti- Otavio Leite (PSDB-RJ) - @otavioleite- Paulo Abi-Ackel - (PSDB-MG) - @pauloabiackel- Paulo Pimenta (PT-RS) - @deputadofederal- Paulo Rubem (PDT-PE) - @paulorubem- Paulo Teixeira (PT-SP) - @pauloteixeira13- Pedro Fernandes (PTB-MA) - @pedrofernandes1- Pompeo de Mattos (PDT-RS) - @PompeodeMattos- Raquel Teixeira (PSDB-GO) - @DRaquelTeixeira- Rafael Guerra (PSDB-MG) - @rafaelguerra- Raul Henry (PMDB-PE) - @RaulHenry- Ricardo Barros (PP-PR) - @ricardobarrospp- Ricardo Tripoli (PSDB-SP) - @ricardotripoli- Roberto Magalhães (DEM-PE) - @DepRMagalhaes- Rodrigo Maia (DEM-RJ) - @DepRodrigomaia- Rogério Lisboa (DEM-RJ) - @RogerioLisboa- Ronaldo Caiado (DEM-GO) - @deputadocaiado- Sarney Filho (PV-MA) - @sarneyfilho- Solange Amaral (DEM-RJ) - @solangeamaral- Vanderlei Macris (PSDB-SP) - @vanderleimacris- Vanessa Grazziotin (PC do B-AM) - @deputadavanessa- Vic Pires Franco (DEM-PA) - @BlogdoVic- Walter Feldman (PSDB-SP) - @wfeldman- William Woo (PSDB-SP) - @william_woo (apenas atualizações do blog)
DEPUTADOS ESTADUAIS E DISTRITAIS(29)- André Corrêa (PPS-RJ) - @depandrecorrea- Bruno Covas (PSDB-SP) - @brunocovas- Cabo Patrício (PT-DF) - @dep_patricio- Célia Leão (PSDB-SP) - @depcelialeao- Coronel Queiroz (PTB-GO) - @coronelqueiroz- Dione Hashioka (PSDB-MS) - @dionehashioka- Fausto Figueira(PT-SP) - @faustofigueira- Flavio Bolsonaro (PP-RJ) - @flaviobolsonaro- Jailson Lima (PT-SC) - @DeputadoJailson- Jorge Picciani (PMDB-RJ) - @jorgepicciani- José Bittencourt (PDT-SP) - @jdbittencourt- Luciana Rafagnin (PT-PR) - @LucianaRafagnin- Luciano Batista (PSB-SP) - @deplbatista- Marcelo Rangel (PPS-PR) - @marcelorangel1- Mauro Bragato (PSDB-SP) - @deputadobragato- Osmar Bertoldi (DEM-PR) - @bertoldi- Pastor Edson Praczyk (PRB-PR) - @predsonpraczy- Paulo Davim (PV-RN) - @paulodavim- Pedro Tobias (PSDB-SP) - @pedrotobias- Peninha (PMDB-SC) - @deputadopeninha- Raimundo Ribeiro (PSL-DF) - @RaimundoRibeiro- Roberto Carlos Leal (PDT-BA) - @dprobertocarlos- Robinson Faria (PMN-RN) - @RobinsonFaria- Rodrigo Dantas (DEM-RJ) - @RodrigoDantasRJ- Rui Falcão (PT-SP) - @rfalcao13- Samuel Moreira (PSDB-SP) - @samuelmoreira- Thiago Peixoto (PMDB-GO) - @ThiagoPeixoto- Tomás Figueiredo Filho (PSDB-CE) - @tomasfigueiredo- Walter Prado (PSB-AC) - @walterpradodl
VEREADORES (55)
- Adilson Amadeu (PTB-São Paulo,SP) - @adilsonamadeu- Albert Dickson (PP-Natal,RN) - @albertdickson- Antonio Donato (PT-São Paulo,SP) - @VereadorDonato- Antonio Goulart (PMDB-São Paulo,SP) - @vereadorgoulart- Aurélio Valente (PP-Florianópolis,SC) - @aurelio_valente- Breno Cortella (PT-Araras,SP) - @BrenoCortella- Bruno Ganem (PV-Indaiatuba,SP) - @brunoganem- Bruno Pará (PDT-Santarém,PA) - @brunopara12- Cabo Júlio (PMDB – Belo Horizonte, MG) @cabojuliobh- Caio França (PSB-São Vicente,SP) - @caiofranca- Carlo Caiado (DEM-Rio de Janeiro,RJ) - @CarloCaiado- Carlos Augusto (DEM-Belém,PA) - @vercarlosaugust- Cauê Macris (PSDB-Americana,SP) - @cauemacris- Cícero Teixeira (PCdoB – Diamantina, MG) - @VereadorCicero- Chico Macena (PT-São Paulo,SP) - @chicomacena- Clarissa Garotinho (PMDB-Rio de Janeiro,RJ) - @verclarissa- Clodoaldo Nepomuceno Pinto Junior (PDT- Araucária, PR) - @VerClodoaldo- Daniella Ribeiro (PP-Campina Grande,PB) - @Daniellaribeiro- Dirceu Longhi (PT-Dourados,MS) - @dirceulonghi- Dr. César Cortez - (PV-Limeira,SP) - @drcesarcortez- Eider Dantas (DEM-Rio de Janeiro,RJ) - @EiderDantas- Farid Zaine (PDT-Limeira,SP) - @faridzaine- Floriano Pesaro (PSDB-São Paulo,SP) - @Floriano45- Gabriel Chalita (PSDB-São Paulo,SP) - @gabriel_chalita- Gari Negro Jobs (PSL-Goiânia,GO) - @garinegrojobs- Gilberto Natalini (PSDB-São Paulo,SP) - @gnatalini- Henrique Arantes (PTB-Goânia,GO) - @henriquearantes- Jair Cezar (PSDB-Curitiba,PR) - @JairCezar- João Antonio (PT-São Paulo,SP) - @joaoantoniopt- João Luiz Cordeiro "João do Suco" (PSDB-Curitiba,PR) - @joaodosuco- Jonny Stica (PT-Curitiba,PR) - @jonnystica- José Damaso (PDT-Palmas,TO) - @damasotocantins- José Police Neto (PSDB-São Paulo-SP) - @policeneto- Laudelino Lamim (PMDB-Itajaí,SC) - @vereadorlamim- Leonardo Mion (PSDB-Cascavel,PR) - @Leo_Mion- Lucas Machado (PSDB-Tupã,SP) - @lucasmachado_- Luiza Maia (PT–Camaçari, BA) – @LuizaMaia13- Marcelo Ramos (PCdoB-Manaus,AM) - @marcelo_ramos- Mary Regina dos Santos Costa "Sargento Regina" (PDT-Natal,RN) - @sargentoregina- Ney Lopes Jr. (DEM-Natal,RN) - @neylopesjr- Omar Sabbag Filho (PSDB-Curitiba,PR) - @OmarSabbagFilho- Paulino Abranches (PT-Itajubá,MG) - @paulinoabranche- Paulo Pedra (PDT-Campo Grande,MS) - @PauloPedra- Pedro Paulo (PT-Curitiba,PR) - @verppaulo- Rafael Dalcin (PDT-Carlos Barbosa,RS) - @rafaeldalcin- Renata Bueno (PPS-Curitiba,PR) - @renatabueno- Ricardo Patrese (PTB-Piritiba,BA) - @ricardopatrese1- Ricardo Teixeira (PSDB-São Paulo,SP) - @rickteixeira- Roberto Carlos (PT-Serra,ES) - @RobertoCarlosPT- Roberto Tripoli (PV-São Paulo,SP) - @robertotripoli- Sadao Nakai (PSDB-Santos,SP) - @sadaonakai- Samuel Lucas (PMN-Rosana,SP) - @Samuellucas33- Soninha Francine (PPS-São Paulo, SP) - @SoninhaFrancine- Tico Kuzma (PSB-Curitiba,PR) - @ticokuzma- Ubiratan "Bira do Banco" Pedroso (PT-São José dos Pinhais,PR) - @sjpinhais- Virmondes Cruvinel Filho (PSDC-Goiânia,GO) - @Virmondes
EXECUTIVOGOVERNADORES (1)- José Serra (PSDB) – governador de SP - @joseserra_
GOVERNOS ESTADUAIS (5)- Acre - @noticiasdoacre- Amazonas - @governoamazonas- Bahia - @agecom- Minas Gerais - @governomg ou @agenciaminas- São Paulo - @governosp
PREFEITOS (6)- Beto Richa (PSDB) - Prefeito de Curitiba - @BetoRicha- Luiz Caetano (PT) - Prefeito de Camaçari (BA) - @PrefeitoCaetano- Marcia Rosa de Mendonça Silva (PT) - Prefeita de Cubatão (SP) - @marciarosa- Micarla de Sousa (PV) - Prefeita de Natal (RN) - @micarladesousa- Odelmo Leão (PP) - Prefeito de Uberlândia (MG) - @odelmoleao- Tarcízio Pimenta (PSB) - Prefeito de Feira de Santana (BA) - @tarciziopimenta- Toshio Misato (Ourinhos-SP) - @toshio_misato
PREFEITURAS (13)- Amparo (SP) - @pref_amparo- Balneário Camboriú (SC) - @prefbalcamboriu- Bertioga (SP) - @bertioga- Caraguatatuba (SP) - @caraguaoficial- Guaíra (SP) - @guairasp- Juiz de Fora (MG) - @SCS2009- Maringá (PR) - @ASCOMMaringa- Mogi das Cruzes (SP) - @PrefeituraMogi- Nova Iguaçu (RJ) - @prefeiturani- Peruíbe (SP) - @PPeruibe- São Paulo (SP) - @prefeituraSP- Tubarão (SC) - @governotubarao- Uberlândia (MG) - @prefeituaudi- Viana (ES) - @prefeituraviana
MINISTÉRIOS (3)- Ministério da Saúde - @msinfluenzaa- Ministério da Cultura - @CulturaGovBr- Ministério do Trabalho - @TrabalhoGovBr
OUTROSMINISTÉRIO PÚBLICO (9)- MPF-AC - @MPF_AC- MPF-PA - @MPF_PA- MPF-PE - @MPF_PE- MPF-RN - @MPF_RN- MPF-RO - @MPF_RO- MPF-SP - @MPF_SP- MPF-TO - @MPF_TO- Procuradoria Regional da República da 3ª Região - @mpf_ppr3- Promotoria de Justiça de Esteio (RS) - @mpesteio
PARTIDOS POLÍTICOS (17)- PSDB-SP - @psdbsp- PSDB Jovem - @psdbjovem- PSDB-MG - @psdbmg- Partido Verde - @partidoverde- Partido Verde-SC - @partidoverdesc- PT-PI - @ptpiaui- PT-CE - @ptceara- Juvetude Democratas - @juventudedem- PTB - @ptb14- PPS - @pps23- PR-SP - @pr22sp- Juventude PSDB (SP) - @jpsdbsaopaulo- Partido Pirata - @partidopiratabr (*não é um partido institucional)- PC do B - @PCdoB_Oficial- PT-SP - @ptpaulista- PT - @PTrabalhadores- PT - @PT_13
OUTROS (15)- Agência Câmara - @AgenciaCamara- Andrea Matarazzo (Secretário Municipal das Subprefeituras de São Paulo) - @AndreaMatarazzo- Assessoria de Comunicação do Tribunal Regional do Trabalho de SP - @TRTSP- César Maia (DEM)- ex-prefeito do Rio - @ExBlogCesarMaia- Blog da Petrobras - @blogpetrobras- Edinho Silva (presidente do PT-SP) - @edinhosilva- Fundação CASA - @FundacaoCASA- Gleise Hoffmann– Presidente do PT-PR – @gleisi- Iberê Ferreira de Souza - vice-governador e secretário do Meio Ambiente do RN - @ibereferreira- José Onério (PDT) - ex-prefeito de Indaiatuba - @ZeOnerio- Luciano Rezende (Secretário Estadual de Esportes e Lazer do Estado do Espírito Santo) - @LucianoRezende- Rogério Barreto Alves (Vice-Prefeito e secretário de Transportes, Segurança e Defesa Social de São Vicente) - @SargentoBarreto- Secretaria de Agricultura e Abastecimento de SP - @agriculturasp- Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais - @Sectes- Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social de Minas Gerais - @socialmg
FAKES (14)- @yedacrusius- @serra2010- @requiao- @josesarney (já está fora da ar)- @collorsenador- @fernandocollor- @senadormaosanta- @aecionevesmg (fora do ar)- @teovilela- @cabojulio- @blog_do_aloysio- @KatiaAbreu- @Maluf- @RFreirePPS
CURIOSOS (3)- Câmara Municipal de São Sebastião (SP) - @fabiogabinete- Eleitor Brasileiro - @lheira- Fake do Senador Eduardo Azeredo, com o propósito de combater o projeto de lei sobre a internet - @senadorazeredo
33 comentários
Fonte: O Estado de São Paulo (16/08/2009)

10 de ago. de 2009

Internet & Café da Manhã


Internet substitui café da manhã como 1ª tarefa do dia
Brad Stone

Karl e Dorsey Gude, de East Lansing, Michigan, se lembram de manhãs mais simples, não muito tempo atrás. Sentavam-se à mesa e conversavam durante o café da manhã. Liam o jornal e só tinham de competir com a televisão, pela atenção de seus dois filhos adolescentes.

» Para ingleses, só alimentação é mais importante que tecnologia
» Quase 30% dos ingleses levam laptop e celular para a cama
» Marinha dos EUA proíbe uso de redes sociais durante serviço

Isso foi no século passado. Hoje, Gude acorda às 6h para verificar suas contas de e-mail, Facebook e Twitter. Os dois filhos, Cole e Erik, começam cada manhã com mensagens de texto, videogames e visitas ao Facebook.

A nova rotina rapidamente se tornou fonte de conflito na família, e Dorsey se queixa de que a tecnologia está reduzindo o tempo de convivência familiar. Mas até mesmo ela terminou por sucumbir, ao menos em parte, à tendência, e costuma abrir seu laptop depois do café da manhã para verificar mensagens e atualizações.

"Coisas que eu considerava inaceitáveis alguns anos atrás agora são comuns em minha casa", disse. "Por exemplo, nós quatro começarmos o dia cada um em um cômodo, com um computador".

A tecnologia alterou muitas das rotinas da vida, mas para muita gente ela alterou completamente os rituais no passado previsíveis com que o dia era iniciado.

A era da internet mudou a cara das manhãs nos Estados Unidos. Depois de seis ou oito horas de desconexão com a rede - um período também conhecido como "sono" -, as pessoas cada vez mais acordam e ligam ansiosamente seus celulares e laptops, às vezes até antes de saírem da cama e de se dedicarem a atividades biologicamente mais urgentes.

"A rotina diária costumava envolver acordar, ir ao banheiro, escovar os dentes e depois apanhar o jornal", diz Naomi Baron, professora de linguística na American University e autora de trabalhos acadêmicos sobre a interferência da tecnologia na vida cotidiana. "Mas agora aquilo que fazemos primeiro mudou dramaticamente. E eu mesma sou a primeira a admitir: quando acordo, a primeira coisa que faço é verificar meu e-mail".

Os filhos dos Gude dormem com os celulares na cabeceira da cama, e por isso começam seus dias recebendo mensagens de texto em lugar de com o barulho de um despertador. Karl Gude, professor na Universidade Estadual do Michigan, envia mensagens de texto aos filhos para acordá-los.

"Usamos mensagens de texto como uma espécie de interfone residencial", diz ele. "Eu poderia subir e acordá-los, mas eles sempre respondem as mensagens de texto". Os Gude recentemente começaram a manter seus aparelhos eletrônicos desligados, para compensar a perda de tempo de convivência familiar durante a semana.

Em outros domicílios, o impulso de entrar online antes mesmo de sair de casa faz aumentar ainda mais o caos da rotina já bastante apressada de uma manhã.

As manhãs de dias de semana há muito tempo se transformaram em um processo frenético, atabalhoado. Agora, as famílias que um dia costumavam brigar para ver quem lia o jornal ou usava o chuveiro primeiro em lugar disso brigam pelo acesso ao computador, se a casa só tiver um deles - ou brigam sobre o uso de aparelhos eletrônicos em casa, quando as pessoas poderiam, em lugar disso, estar se comunicando diretamente, como família.

"No passado eles não iam a lugar algum sem os seus cobertorezinhos de estimação; agora, os trocaram por celulares, que têm até um cordão umbilical: o carregador", diz Liz Perle, mãe em San Francisco que lamenta a imersão de seus dois filhos adolescentes em procedimentos tecnológicos, a cada manhã. "Se as camas deles ficassem longe das tomadas, provavelmente dormiriam no chão".

O aumento no número de pessoas que levantam cedo se reflete nos padrões de tráfego da Internet. As empresas de Internet costumavam ver tráfego pesado só quando as pessoas ligavam seus computadores no trabalho, mas agora o movimento pesado começa mais cedo.

A Arbor Networks, empresa de Boston que analisa o tráfego de Internet, diz que o tráfego de Web nos Estados Unidos se reduz gradualmente entre a 0h e as 6h, na costa leste, mas depois, quando chega a manhã, recebe uma forte injeção de cafeína. "É como um foguete que decola às 7h", diz Craig Labovitz, diretor científico da empresa.

A Akamai, que ajuda empresas como Facebook e Amazon.com a acompanharem a demanda dos visitantes, diz que o tráfego começa a mostrar elevação ainda mais cedo, lá pelas 6h. A Verizon Wireless reporta que o número de mensagens de texto enviadas entre as 7h e as 10h aumentou em 50% em julho, ante o mesmo mês em 2008.

Tanto adultos quanto crianças têm bons motivos para se conectar logo que acordam. Os pais podem ter de responder a e-mails de colegas que trabalham em outros fusos horários. Os filhos verificam mensagens e posts de Facebook de amigos que vão dormir em horário diferente - e ocasionalmente se esquecem de suas tarefas como parte do processo.

Em maio, Gabrielle Glaser, de Montclair, Nova Jersey, comprou para Moriah, 14 anos, sua filha, um laptop Apple como presente de aniversário. Nas semanas seguintes, a menina perdeu o ônibus escolar três vezes, e em vez de brincar com o cachorro da família por 20 minutos a cada manhã, antes de sair para a escola, passou a apenas abrir a porta para que ele pudesse sair ao quintal.

Moriah reconhece que negligenciou a escola e o cachorro, e diz que a culpa é do Facebook, já que atualizações importantes de parte de seus amigos podem estar à espera dela quando acorda. "Tenho amigos que acordam e já conversam online desde cedo", disse. "Isso certamente me levar a querer verificar o site".

Algumas famílias tentam limitar o uso matinal de Internet. James Steyer, fundador da Common Sense Media, uma organização sem fins lucrativos que trabalha com crianças e entretenimento, acorda todo dia às 6h e dedica uma hora ao seu BlackBerry, respondendo a contatos vindos de todo o mundo.

Mas na mesa do café, quando se junta à sua mulher, Liz, e aos quatro filhos do casal, com idades dos cinco aos 16 anos, laptops e celulares estão proibidos.

Steyer diz que ele e os filhos sentem a tentação matinal da tecnologia. Kirk, 14 anos, muitas vezes esgota seu tempo diário permitido de videogame, uma hora, ainda de manhã.

Até Jesse, 5 anos, começou a perguntar se pode jogar com o iPhone do pai, pela manhã. E Steyer diz que as mensagens que sabe que estão aguardando sua atenção no BlackBerry sempre parecem estar atraindo sua atenção, até mesmo no horário matinal reservado à convivência familiar.

"Mas é preciso resistir ao impulso. É preciso trocar o modo trabalho pelo modo paterno", diz. "Mesmo assim, admito que cumprir minhas normas é difícil até para mim".

The New York Times

Fonte: Internet substitui café da manhã como 1ª tarefa do dia

8 de ago. de 2009

Colcha de retalhos

Marco Couto/Assembleia do Rio Grande do Sul / “A maioria dos websites brasileiros parece colchas de retalhos, porque, a cada posse de um novo presidente, tudo recomeça do zero”. Tiago Peixoto, cientista político

“A maioria dos websites brasileiros parece colchas de retalhos, porque, a cada posse de um novo presidente, tudo recomeça do zero”. Tiago Peixoto, cientista político
Acesso público

Falhas de informação são generalizadas pelo Brasil

Publicado em 02/08/2009 | Euclides Lucas Garcia

Na avaliação do cientista político Tiago Peixoto, pesquisador do Instituto Universitário Europeu, que fica em Florença (Itália), a falta de recursos não serve de justificativa para a baixa qualidade das páginas na internet das assembleias brasileiras. O pesquisador destaca que os orçamentos dos legislativos estaduais dos Estados Unidos, por exemplo, são inferiores aos nacionais. “Não há desculpa para a ausência de informações nos websites, dada a quantidade de recursos versus o benefício que isso traz para a instituição”, defende.

Outro diferencial apontado pelo estudo é que, ao contrário do Brasil, onde indicações políticas geralmente definem os servidores da área de Co­­mu­­nicação, no exterior o setor é ocupado por funcionários de carreira. O resultado são sites infinitamente melhores. “A maioria dos websites brasileiros parece colchas de retalhos, porque, a cada posse de um novo presidente, tudo recomeça do zero”, lamenta. “Para que haja continuidade nos processos, é essencial que não exista interferência política.”

A pesquisa concluiu também que não adianta apresentar todas as informações na internet, se a maioria da população não consegue compreender o que é colocado no ar. “Colocar uma planilha em formato excel no website, por exemplo, é quase um ato inconsequente e até proposital em alguns casos”, afirma. “Isso, na verdade, é um artifício para dizer que toda informação está sendo dada, mas ela não é acessível de fato.”

A visibilidade das informações dentro das páginas foi outro requisito considerado fundamental por Peixoto para definir a qualidade dos sites. “Às vezes, há muita informação, mas sem nenhuma organização e isso deixa o cidadão frustrado”, diz. “Olhei 93 websites e, em alguns casos, cheguei a ficar três horas para achar uma informação. Isso é quase como não ter a informação.”

Escândalos

Ao analisar os recentes escândalos do Congresso Nacional, o cientista político Tiago Peixoto defende que, se houvesse uma transparência efetiva no Le­­­gislativo brasileiro, as crescentes denúncias e o desgaste político dos parlamentares não atingiriam o nível atual. “Se existisse transparência desde o início, no primeiro ato questionável o político em questão já seria censurado e começaria a agir com uma conduta diferente”, afirma. “Hoje, quem está pagando um preço político por isso são justamente vítimas da falta de transparência.” Para o pesquisador, ainda que os parlamentares tentem evitar a publicidade dos atos legislativos, de uma forma ou de outra, as ações da administração pública serão abertas, pela imprensa ou por adversários políticos. “Os erros existem aos montes e, quando não há transparência, eles vêm à tona todos de uma vez”, avalia.

Peixoto diz que fica difícil se defender de acusações, quando os erros são repetidos e acumulados. “Quem não age com transparência deve estar preparado para arcar com os custos políticos no momento em que as coisas se tornarem transparentes”, argumenta. “A transparência permite ver o erro, enquanto a falta de transparência permite a persistência no erro.”

O pesquisador, no entanto, avalia de maneira positiva a Lei Capiberibe, sancionada em maio pelo presidente Lula, que obriga o poder público a publicar todas as contas na internet. “Com esse lei, as organizações públicas terão de cumprir essa exigência”, destaca. Na Câmara Federal, tramita um outro projeto de lei sobre transparência, que prevê prazo de 30 dias para que os órgãos públicos forneçam informações aos cidadãos que solicitarem acesso aos dados. A proposta ainda passará pelas comissões da Casa antes de ser levada a plenário.

Fonte: Gazeta do Povo (02/08/2009)


23 de jul. de 2009

Redes Sociais mais inclusivas

Redes Sociais mais inclusivas

Pesquisadores da Unicamp estão desenvolvendo uma nova proposta de Rede Social Online (RSO), depois de identificar barreiras que impedem o uso desses sistemas pelos cidadãos brasileiros

Redes Sociais mais inclusivas

23/7/2009

Por Jussara Mangini

Agência FAPESP – O e-Cidadania, uma nova proposta de rede social on-line, em desenvolvimento no âmbito do Instituto Virtual de Pesquisas FAPESP-Microsoft Research, foi apresentado nesta quarta-feira (22/7), no 29º Congresso da Sociedade Brasileira de Computação (CSBC), por Vagner Figuerêdo de Santana, um dos integrantes do grupo coordenado pela professora Maria Cecília Calani Baranauskas, do Instituto de Computação da Universidade Estadual de Campinas.

Estima-se que existem, atualmente, mais de 170 sistemas de Redes Sociais Online (RSO) disponíveis na internet e que o número de acessos vem crescendo a uma taxa de 25% ao ano. De acordo com os pesquisadores, sistemas de RSO favorecem a comunicação entre pessoas em contextos variados e podem ser considerados aliados importantes em processos de inclusão digital.

“No entanto, a socialização desses sistemas em contextos de diversidade de acesso ao conhecimento, como ocorre no Brasil, depende da adequação de tais sistemas para uso universalizado”, disse Maria Cecília à Agência FAPESP.

Segundo o pesquisador, embora a temática da RSO tenha despertado o interesse recente de pesquisadores em computação e de áreas afins, não foram encontrados trabalhos na literatura que tenham buscado investigar as RSO frente às necessidades de interação do cidadão comum, especialmente dos digitalmente excluídos.

Para a equipe responsável pelo desenvolvimento do e-Cidadania, o acesso e uso das RSO só será efetivo se, de fato, for considerada a diversidade de habilidades e competências da população. Por isso, é necessário fazer com que esses sistemas motivem e viabilizem a participação dos usuários no processo de produção de conhecimento e decisão sobre seu uso.

Nesse sentido, a contribuição do e-Cidadania foi a identificação das necessidades e potencialidades da população brasileira em relação às RSO e a comparação com as características dos sistemas atuais.

“Uma vez identificadas as barreiras que impedem o acesso e uso desses sistemas pelos cidadãos brasileiros, pode-se propor diretrizes que reorientem o design de sistemas de redes sociais de forma contextualizada com nosso cenário sociodemográfico”, explicou a coordenadora.

Com base nisso, o e-Cidadania se propôs a avaliar nove sistemas, considerando requisitos de interação que incluem usuários com baixo letramento, pouca ou nenhuma experiência no uso de computadores ou com algum tipo de deficiência.

Para essa análise foram selecionadas redes sociais que aparecem entre as dez primeiras posições em volume de acessos, segundo o sistema de medição de tráfego Alexa. As redes selecionadas foram classificadas em dois tipos de intenção de uso: genéricas (interação informal, recreativa) e especializadas (relacionadas às questões de educação e emprego). Entre as genéricas foram analisadas Facebook, Hi5, Myspace, Orkut e Sonico. Entre as especializadas: Limil, LinkedIn, Ning e Xing.

Análise participativa

Em conjunto com artefatos de Semiótica Organizacional – disciplina em que são consideradas regularidades da percepção, do comportamento, de crenças e de valores – o grupo de pesquisa fez uso de técnicas e métodos do Design Participativo (DP), cujas práticas promovem a participação ativa dos usuários no processo de desenvolvimento das soluções.

Desde o início do projeto, em novembro de 2007, já foram realizadas oito oficinas no Centro de Referência da Juventude (CRJ)/Casa Brasil, um telecentro que fica na Vila União, em Campinas (SP). Essas oficinas, que acontecem ao longo do desenvolvimento do projeto, têm contado com a participação de cerca de 30 pessoas, entre elas pesquisadores e representantes da comunidade local.

O objetivo das oficinas tem sido caracterizar o público-alvo da pesquisa em sua diversidade (de gênero, idade, escolaridade, entre outros), levantar requisitos de usuário e de sistema, clarificar os problemas de interação com tecnologia digital que os usuários enfrentam e discutir com eles possíveis soluções de acesso ao conhecimento e à cultura digital via RSO.

Resultados

Fruto da análise participativa, um conjunto de diretrizes foi definido de modo que sistemas dessa natureza possam tratar melhor as reais necessidades de interação dos potenciais usuários de redes sociais no contexto da diversidade.

Entre as diretrizes estão recomendações como: prover recursos alternativos de autenticação; permitir que usuários com baixa familiaridade com a web se cadastrem no sistema; permitir que usuários não cadastrados explorem parte ou toda a RSO; possibilitar a inclusão de novos módulos ou funcionalidades e atender a requisitos básicos de acessibilidade e permitir a formação de grupos de maneira descentralizada, entre outras.

Essas diretrizes já estão sendo incorporadas em uma versão beta de um sistema denominado Vila na Rede, que foi colocado em uso como uma versão preliminar – incompleta, mas funcional – no início deste ano. O sistema está sendo desenvolvido na Unicamp, por pesquisadores de diferentes disciplinas, principalmente Ciência da Computação, Antropologia, Educação e Artes. Como acontece com aplicações Web 2.0, trata-se de um “beta-perpétuo” ou desenvolvimento contínuo, mediante a incorporação ao sistema de resultados de pesquisa.

O projeto e-Cidadania foi aprovado na primeira chamada de propostas de pesquisa do Instituto Virtual de Pesquisas FAPESP-Microsoft Research, em 2007. Até o dia 7 de agosto o instituto receberá propostas para a terceira chamada.

20 de jul. de 2009

Labirintos da internet



O labirinto da internet

JOÃO SANTANA


Os deputados erraram onde não poderiam. Mas era um erro previsível. A internet é o meio mais perturbador que já surgiu na comunicação

UM PARADOXO da cultura contemporânea é a incapacidade da maioria dos políticos de entender a comunicação política. Essa disfunção provoca, muitas vezes, resultados trágicos.

É o caso da lei votada pela Câmara dos Deputados para regular o uso da internet nas eleições. Se aprovada sem mudanças pelo Senado, vai provocar um forte retrocesso numa área em que o Brasil, quase milagrosamente, se destaca no mundo -sua legislação de comunicação eleitoral. Sim, a despeito da má vontade de alguns e, a partir daí, de certos equívocos interpretativos, o Brasil tem uma das mais modernas legislações de comunicação eleitoral do mundo.

O nosso modelo de propaganda gratuita, via renúncia fiscal, é tão conceitualmente poderoso que se sobressai a alguns anacronismos da lei, como o excesso de propaganda partidária em anos não eleitorais ou a ridícula proibição de imagens externas em comerciais de TV.


Os deputados decidiram errar onde não poderiam. Mas era um erro previsível. A internet é o meio mais perturbador que já surgiu na comunicação.

Para nós da área, ela abre fronteiras tão imprevisíveis e desconcertantes como foram a Teoria da Relatividade para a física, a descoberta do código genético para a biologia, o inconsciente para a psicologia ou a atonalidade para a música.

Na comunicação política, a internet é rota ainda difícil de navegar. Somos neogrumetes de Sagres em mares bravios. Não por acaso, o mundo está infestado de curandeiros internáuticos a apregoar milagres. E a mídia potencializa resultados reais ou imaginários ("Ah, a campanha do Obama!", "Ah, as eleições no Irã", "Ah, o twitter do Serra", "Ah, vem aí o blog do Lula") sem que se consiga aferir a real dimensão do fenômeno.

Se é perturbadora para nós do meio, por que não o seria para legisladores e juízes?

Principalmente para os políticos, que, como se sabe, sofrem desconforto com a comunicação política desde o surgimento dos meios modernos.

Desde sua origem nas cavernas, o modo de expressão política tem dado pulos evolutivos sempre que surge um novo meio.

De Aristóteles, patrono dos marqueteiros, passando pelos áureos tempos da santa madre igreja, que já deteve a mais poderosa máquina de propaganda política -é a criadora do termo com sua "Congregatio de Propaganda Fide"-, até os dias de hoje, a comunicação politica é feita por meio de uma simbiose entre o que se diz -o conteúdo retórico-persuasivo- e seu suporte de expressão, as ferramentas comunicacionais. Um influenciando o outro e os dois influenciando, sem parar, as sociedades e instituições.

Foram enormes os pulos causados pela imprensa, pelo rádio, pelo cinema e pela TV na forma e no modo de fazer política. Mas nada perto dos efeitos que trará a internet.
Não só por ser uma multimídia de altíssima concentração, mas também porque sua capilaridade e interatividade planetária farão dela não apenas uma transformadora das técnicas de indução do voto mas o primeiro meio na história a mudar a maneira de votar. Ou seja, vai transformar o formato e a cara da democracia.

No futuro, o eleitor não vai ser apenas persuadido, por meio da internet, a votar naquele ou naquela candidata.

Ele simplesmente vai votar pela internet de forma contínua e constante.

Com as vantagens e desvantagens que isso pode trazer.

As cibervias não estão criando só "novas ágoras". Criam também novas urnas. Do tamanho do mundo. Vão ajudar a produzir uma nova democracia tão radicalmente diferente que não poderá ser adjetivada ou definida com termos do nosso presente-passado, tipo "representativa" ou "direta".

Sendo assim, creio que nossos legisladores não vão querer passar para a história como os que imprimiram um sinete medieval em ondas cibernéticas. Não é só o erro, como já se disse, de encarar um meio novo com modelos de regulação tradicional. É porque a internet, no caso da comunicação política, nasceu indomável. E sua força libertadora tem de ser estimulada, e não equivocadamente reprimida.

Já há um consenso do que deve ser modificado na proposta da Câmara. O Senado, que vive profunda crise de imagem, tem um bom tema de agenda positiva. Mas não é por oportunismo que urge corrigir os equívocos da Câmara. É simplesmente pelo prazer de estar conectado com o futuro.


JOÃO SANTANA, 56, é jornalista, publicitário e consultor político. Já coordenou o marketing de dezenas de campanhas estaduais e municipais (como a de Marta Suplicy em 2008), além de três campanhas presidenciais, no Brasil (Lula em 2006), na Argentina e em El Salvador.

10 de jul. de 2009

Acervos da ditadura na internet

Prometi a um colega fazer uma postagem com as informações sobre o período militar e os acervos da ditadura que podem ser localizados na internet. Devido a outros afazeres, ainda não tive tempo de concluir esta pesquisa. Como esta semana estarei de viagem apresentando um "paper" num Congresso, peço ao colega e eventual visitante um pouco mais de paciência para a conclusão desta pesquisa. Até a volta.

4 de jul. de 2009

Guia do G1 mostra como fiscalizar os parlamentares pela internet


É possível consultar faltas, votações, processos e pedidos de reembolso.
Segundo especialista, atualmente há mais ferramentas para fiscalizar.

Mariana Oliveira Do G1, em São Paulo

Após denúncias de nomeações e exonerações no Senado por meio de atos secretos, o G1 reparou um guia com os meios que o eleitor dispõe, pela internet, para fiscalizar os parlamentares.

O guia dá dicas de como pesquisar informações referentes aos senadores e aos deputados. Além disso, há dicas sobre como consultar processos contra parlamentares e ainda como entrar em contato com os gabinetes - confira abaixo.

Mais transparência

Na avaliação do professor de ciências políticas do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Sérgio Braga, atualmente existem mais ferramentas para fiscalizar os parlamentares do que há dois anos, quando ele realizou uma pesquisa sobre transparência no Legislativo brasileiro.

Naquela época, segundo o professor, o Senado ainda não dispunha de dados sobre pedidos de reembolso feitos pelos senadores, por exemplo.

"O Senado é uma espécie de museu dos dinossauros e funciona mais lentamente do que a Câmara. Melhorou bastante, é inegável, mas ainda falta muita coisa, como fornecer cópias de notas fiscais, por exemplo", diz Sérgio Braga.



O professor destaca ainda que o site da Câmara continua melhor no que diz respeito à transparência.

"(No Senado) tem que dar muitos cliques para chegar. A informação geralmente não é fácil de ser encontrada."

Para ele, a transparência implantada no Legislativo deveria ser aplicada também em outros órgãos do governo federal, como o Banco Central, e o Judiciário. "O antídoto contra a corrupção é a transparência", avalia Braga.

"Mesmo que todas as informações não estejam disponíveis, é importante que a população acompanhe o que os parlamentares fazem. E a internet é uma das principais armas da sociedade", completa o cientista político.

Participação popular

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou no último dia 25 de junho uma medida que, se aprovada nos plenários de Senado e Câmara, pode ampliar as possibilidades de participação popular.

É uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) - 01/2008 - que permite à população protocolar pedido de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre qualquer assunto.

De acordo com a proposta, o pedido deve ser direcionado à Câmara ou ao Senado e precisa ter requerimento assinado por pelo menos 1% do eleitorado nacional que tenha votado na última eleição distribuído por cinco estados.

Como altera a Constituição, a proposta tem de ser votada em dois turnos nos plenários das duas Casas.

Fonte: Portal G1 (03-07-2009)


2 de jul. de 2009

Coding the Blogosphere

Excesso de trabalho, o negócio é postar emails dos outros no blog. Wright Mills chamaria isso de falta de imaginação sociológica, mas é o tipo de informação que pode ser útil para um eventual visitante. (SSB).

From: Stuart Shulman <stuart.shulman@gmail.com>
Date: Thu, Jul 2, 2009 at 10:45 AM
Subject: APSA 2009 Short Course: "Coding the Blogosphere"
To: dmsilva@unb.br
All,

Please pass this on to students and faculty interested in doing research on
blogs. APSA Short Course: "Coding the Blogosphere: Introducing the Coding and Blog
Analysis Toolkits"

http://www.apsanet.org/media/Short%20Course%203.pdf

Dr. Stuart Shulman is the founder of the Qualitative Data Analysis Program (QDAP), which is a fee-for-service coding lab co-located at the University of Pittsburgh and the University of Massachusetts Amherst. QDAP and QDAP-UMass staff and coders work on coding projects funded by the National Science Foundation (NSF), the National Institutes of Health (NIH), and other U.S. funding agencies. He has been the Principal Investigator and Project Director on related National Science Foundation-funded research projects focusing on electronic rulemaking, human language technologies, manual annotation, digital citizenship, and service-learning efforts in the United States.

At the APSA 2009 Short Course, Dr. Shulman will lead a hands-on (your lap top) training introducing to the Coding Analysis Toolkit (CAT), a free, web-based service designed to facilitate the measurement and reporting the reliability and validity of work completed by multiple coders. He will also introduce the Blog Analysis Toolkit (BAT), which is also a free system
designed to capture blog posts and archive them for analysis in CAT.

For more information, see:

http://www.qdap.pitt.edu/
(QDAP)

http://www.umass.edu/qdap/
(QDAP-UMass
)

http://www.qdap.pitt.edu/cat.htm
(Coding Analysis Toolkit)

https://surveyweb2.ucsur.pitt.edu/gblog/page_login.php
(Blog Analysis Toolkit)

http://people.umass.edu/stu/
(Dr. Shulman’s Home Page)

To register:

Faculty - $25; Grad Students - $10
Checks should be made out to University of Massachusetts Amherst and sent
to:
Michelle Sagan Goncalves
200 Hicks Way
Thompson Tower
Amherst, MA 01003

************
**********************************************
Political Methodology E-Mail List
Editors: Xun Pang <xpang@wustl.edu>
Jon C. Rogowski <rogowski.jon@gmail.com>
**********************************************************
Send messages to polmeth@artsci.wustl.edu
To join the list, cancel your subscription, or modify
your subscription settings visit:

http://polmeth.wustl.edu/polmeth.php